Rauch - Prelúdio

18:30 Dan 4 Comments

 Então meus caros amigos, bem-vindos ao Rauch, essa série escrita que já foi mencionada num post anterior. Bom eu acho que não fui formalmente apresentado, meu nome é Dan, e eu escrevo, uma das minhas paixões, eu sempre gostei de histórias de mistério e sou amante da tragédia, sem falar dos bêbados, eles são "um poço de diversão, um poço que fede a álcool" (você vai entender isso futuramente), me inspiro muito em Allan Poe (meu maior ídolo) e Bukowski (meu ídolo bêbado) para criar meus personagens, e foram as obras deles que mais me influenciaram na minha escrita, a maneira que eles escrevem é fantástica, recomendo a todos que leiam o que eles criaram.
 Bom, falando um pouco sobre a série agora, Rauch trata-se da história de David Redford, mais conhecido como Red, um cara frustrado e bêbado que trabalha como detetive na polícia de Nova York. A série gira em torno dos seus casos, os que ele fecha com sucesso, e os que não consegue, além do mais ele não é um super detetive de algum filme policial famoso, ele é só um cara comum, com seus problemas e tudo mais.
 Rauch é escrito em primeira pessoa, pois é Red quem escreve, e ele escreve sem nenhum objetivo maior, basicamente escreve por escrever, então se por acaso ele se contradizer o que diz em algum ponto da série, lembre-se, não sou eu quem escreve, é Red, culpe ele e não a mim.
 A imersão é o que eu mais gosto de passar quando crio algo, então resolvi mudar um pouco as coisas e colocar uma fonte parecida com máquina de escrever, pois Red escreve na máquina e não no computador.
 Me desculpe se esse episódio ficou um pouco curto, confesso que esse é mais um teste, uma preparação para o leitor, pra saber se devo manter os episódios deste tamanho e formato, ou se devo alongá-los e mudar algo, então deixe sugestões para isso nos comentários, eu ficaria realmente grato.


Enfim, a esse ponto vocês já perceberam que não sou muito bom com apresentações, então é melhor eu deixar vocês com Rauch, porque Red fala muito melhor que eu.

Então, pegue uma bebida, fique confortável, coloque John Coltrane para tocar (a música Naima é uma boa escolha) e é isso ai.


Rauch.

PrelúdioRed e a Maquina.


28 de fevereiro de 1977, Nova York.


    Meu nome é David Redford, eu nasci em Boston, e me mudei para Nova York quando ainda era garoto, moro aqui desde então. Eu trabalho na polícia como detetive, e bato a máquina de escrever nas horas vagas, é meu refúgio, o único lugar onde consigo sossegar minhas ideias e esquecer um pouco a sujeira dessa cidade.
    Esses dias eu estava deitado na minha cama, após um dia longo de trabalho, pensando nas histórias que tinha pra contar, mas não sabia quem poderia me ouvir, já que não tenho filhos nem nunca tive aspiração para ser escritor, porém escrever era uma paixão, tanto quanto ler, e então resolvi escrever um diário ou algo do tipo, quem sabe alguém leia futuramente, ou não, o que vale é a intenção.
  Enfim, quando se está trabalhando a mais de 15 anos no departamento de polícia, você acaba acumulando um punhado de histórias interessantes, essas que resolvi escrever, como passatempo, se um dia eu tiver um filho, ele provavelmente vai ler e me achar um idiota, mas, tanto faz.
    O fato é que eu me divirto com isso, lembrando de certas coisas, dos meus feitos, das minhas desventuras, sabe, eu ficarei velho futuramente, um velho chato e beberrão provavelmente, mas terei histórias pra contar, e caso minha memória piore cada vez mais, esse “registro” serviria para me lembrar, mas espero sinceramente não precisar dele.
   Desde criança, me imaginava num palco, contando histórias para pessoas, ou dentro de um conto do Allan Poe interpretando algum de seus personagens, os que não morriam é claro, eu adorava escrever no meu caderno velho que ganhara de natal da minha mãe uma vez, um natal que não vem ao caso agora, mas enfim, sempre gostei de escrever e de criar coisas, mas eu cresci e fui pra polícia, e não tive mais tempo pra isso, agora com 34 anos resolvi começar a escrever de novo, por mais que já fizesse isso antes mesmo de decidir voltar para a máquina com algum propósito maior, como eu já havia dito, “a máquina é meu refúgio”, e dela saía poemas toscos e coisas sem sentido, na maioria das vezes que sentava pra brincar com as palavras, enfim, aqui vai algo novo.
   Espero sinceramente que o que vai ler, se é que tem alguém ai lendo, te entretenha de alguma maneira, ou te inspire em fazer algo, ou talvez não faça nada disso, o “talvez” é muito incerto.
    Enfim, seja meu futuro filho, algum leitor anônimo ou até mesmo eu na velhice lendo isso e tentando relembrar os bons tempos no departamento, espero que goste do que vai ler, e se não tiver ninguém lendo isso, nem mesmo meu velho eu, bom, o que vale é a intenção, e é isso ai.





Próximo episódio:
Episódio 01Fumo e Café.

Dia 14/01/16.


Então é isso galera, espero que tenham gostado dessa "palinha", se gostou deixe nos comentários o que achou até agora, anota aí toda quinta-feira tem uma episódio novo de Rauch, e semana que vem é onde realmente a história começa, então fiquem ligados aqui no Fora de Controle.
Sobre mais notícias sobre o andamento da série e seu processo criativo, me siga no twitter, @danwithglasses, lá eu postarei algumas coisas e bobágens do meu dia-a-dia, sem falar dos pratos que cozinho (minha segunda paixão hehe).

Vejo vocês na semana que vem.

Até logo!

 Então meus caros amigos, bem-vindos ao Rauch , essa série escrita que já foi mencionada num post anterior . Bom eu acho que não fui formal...

4 comentários:

  1. olá Dan, primeiramente adoro esse estilo de leitura primeira pessoa, pra mim da mais imersão na história. Para o preludio está do tamanho ideal, mas para uma história talvez seja mais eficiente faze-lo um pouco maior, pense nos episódios como se fossem de uma série televisiva, a quantidade de conteúdo apresentada em um episódio e tente fazer no mesmo esquema, acho que ficaria maneiro, e não muito grande, mas caso ache grande de mais, sinta-se livre pra postar do tamanho que lhe convier, irei ler de qualquer forma. Quanto a bêbados, CARA, bêbados são bêbados, minha família tem um bando de borracho e eu mijo de dar risada das doideiras que falam e fazem e com certeza irei rir muito nessa série.
    Continue com esse grande trabalho. Abraços Wesley

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    1. Obrigado Wesley, eu estava pensando em fazer algo maior, geralmente meus contos são grandes e eu tinha medo de colocar algo muito maior aqui pelo simples fato de isso ser um blog e talvez tornasse a leitura um pouco cansativa, mas, farei isso nos próximos episódios, pode ficar tranquilo. E quanto ao esquema de série televisiva, bom, não se preocupe pois é nesse ponto que quero chegar, aliás esse é somente o começo!
      Espere episódios maiores, acontecimentos engraçados (e dramáticos), frustrações e bebedeiras (tanto minha quanto do Red).
      Brincadeiras a parte, agradeço pelo seu apoio e seu interesse! Continue ligado no Fora de Controle e siga meu Twitter pra ficar por dentro do processo criativo de Rauch e entre outras coisas.
      Obrigado pela sugestão, não irei decepcioná-lo.
      Até logo, abraços!

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  2. Se tivesse como colocar aquelas imagens de palmas, isso aqui estaria lotado delas. Adorei a ideia como trouxeram e narraram esse personagem, sem falar no modo como a história está sendo escrita, achei uma ideia tão legal, que até imaginei em um livro físico, seu formato e tudo mais.
    Esperando a postagem de hoje (14) para ler mais, parabéns!

    http://geekcorderosa.blogspot.com/

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    1. Muito obrigado por ter gostado, fico até sem palavras.
      Minha ideia é lança-lo em um livro físico futuramente, com certeza, espero que isso aconteça logo!
      O episódio um já está no ar! Não esqueça de comentar e naquele também, quero saber sua opinião.
      Muito obrigado pelo seu apoio!
      Até logo.

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